sábado, 16 de fevereiro de 2013

TAMERLÃO

Tamerlão

Tamerlão, do turco mano, Timur-i-Lenk, ou "Timur, o Coxo" (Kesh, actual Shahrisabz, Uzbequistão, 8 de Abril de 1336 – Otrar, perto da actual Shymkent, Cazaquistão, 18 de Fevereiro de 1405), foi o último dos grandes conquistadores nômades da Ásia Central de origem turco-mongol.
Nascido nos domínios do Canato Chagatai, de uma família de pastores, agregou em torno de si diversas tribos, graças à sua competência como guerreiro, à sua astúcia como político e ao seu carisma como entusiasta da religião e das artes. Com a ajuda de um vasto exército, construiu um poderoso e agressivo império, conhecido como Império Timúrida, que não resistiria à sua morte.
Ascensão


Timur, que significa "ferro" em Turco.
  Nasceu em Kesh, perto de Samarcanda, na antiga região da Transoxiana. Várias fontes persas se referem a ele como Timur-e-Lang (تیمور لنگ), que se traduz como "Timur, o coxo", dado que, ainda na juventude, sofrera um acidente de cavalo que o deixara manco. Sua família agregou-se ao recém formado Canato Chagatai, um dos quatro reinos mongóis originários da fragmentação do grande império de Genghis Khan. A unidade política desse reino era praticamente inexistente, e os clãs viviam de maneira quase independente, como pastores nômades ou semi-nômadas. Tamerlão nasceu e cresceu nesse contexto, onde a liderança não era herdada, mas conquistada e mantida pela força e pela coragem. É possível que o respeito que conquistou esteja ligado à sua personalidade carismática e ao seu génio militar. Um historiador de Damasco[ observa que a lealdade conquistada por Timur seria devida ao seu sucesso como ladrão de ovelhas, e que seus seguidores seriam ladrões, depois transformados em guerreiros hábeis e disciplinados.
No decorrer da década de 1360 Timur estabeleceu alianças entre líderes tribais, e tornando-se virtualmente o líder de todo o Canato Chagatai. Para confirmar sua autoridade, Timur forjou uma relação distante de parentesco com Genghis Khan, e assumiu para si o título de Khan.

Personalidade
 



Tamerlão foi descrito por diversos cronistas do século XIV, e cada relato apresentava o imperador sob um enfoque diferente: ora nobre e educado, ora violento e explosivo, ora um bárbaro aculturado, ora um amante das artes. Mas todos os relatos concordam que Timur possuía personalidade complexa que fascinava e tornava perplexos mesmo os seus desafectos.
Era adepto de uma versão do Islão que incorporava os velhos cultos animistas mongóis e tomou para si a missão de expandir e fortalecer a fé islâmica no mundo, assumindo também o papel de um líder religioso para seu povo. Além disso, sabia que os chagatai precisavam ser mantidos ocupados, para evitar descontentamentos entre seus exércitos, e empreendeu contínuas campanhas militares contra seus vizinhos durante seu reinado. Assim, seu poder se consolidou, também, por saber como lidar com seus inquietos compatriotas, além de expandir seu império para além das estepes da Ásia Central
Apesar da natureza rude do modo de vida mongol, o imperador chagatai era um entusiasta de história, arte, arquitetura, poesia e filosofia, e não raro fazia questão de poupar artistas, historiadores e engenheiros estrangeiros durante suas conquistas - exterminando todo o resto da população. Timur também apreciava a visita de embaixadores e mercadores estrangeiros, com os quais aprendia sobre a história e a cultura de povos tão distantes quanto os espanhóis e italianos. Durante seu reinado, a cidade de Samarcanda, para onde esses prisioneiros eram deportados, tornou-se a pérola das estepes asiáticas, com grandes obras de arquitetura e urbanismo.
A característica pela qual Tamerlão tornou-se mais conhecido - e temido - em todo o ocidente foi sua crueldade, a brutalidade com que tratava os povos conquistados. Apesar de ser um líder militar refinado (estabelecia novas estratégias jogando xadrez), não abria mão da violência para abater a moral dos inimigos e impor respeito sobre os povos conquistados. Actos como o assassínio de um grupo de crianças pequenas - ocorrido no ataque a Isfahan, quando dizimou quase toda a população local, empilhando seus crânios em montes do lado de fora da cidade - e o emparedamento de duas mil pessoas em uma torre de Isfizar para sufocar uma rebelião, tiveram enorme repercussão negativa na reputação de Tamerlão na Europa e em reinos adjacentes, mas inflava o orgulho dos chagatai
Conquistas 



Tamerlão unificou os chagatai em torno de si usando astúcia política, mas fez uso dos seus  arqueiros montados em pequenos cavalos mongóis para vencer exércitos e conquistar cidades na Ásia. Inicialmente, Timur era senhor da Transoxiana e parte do Turquestão, e começou a expandir seus domínios para o Coração, o Afeganistão e Multão, no Paquistão. Conquistou a velha cidade de Deli, a Pérsia, o Iraque, a Arménia e o sul da Rússia, então sob domínio do Canato da Horda Dourada. Seu exército ainda saquearia o reino da Geórgia várias vezes. Na conquista de Deli, Timur teve que enfrentar pela primeira vez um exército montado sobre elefantes. Sem saber como enfrentar essa força desconhecida para os mongóis, ordenou que apanhassem os camelos que os escoltava e os carregaram com fardos de palha. Atearam fogo à palha e enviaram os camelos em disparada para as linhas inimigas, causando pânico aos elefantes, forçando sua retirada.
Tamerlão foi contido na Índia pelas condições hostis do clima nas montanhas do Hindu Kush e pelos ataques constantes das tribos locais. No oeste, encontrou resistência dos turcos otomanos na Anatólia e dos turcos mamelucos do Egipto, senhores da Síria. Tamerlão chegou a saquear Damasco e assassinar sua população (poupando os mestres da arquitetura e da vidraria), mas os mamelucos logo retomariam a cidade aproveitando o desgaste dos mongóis e a ausência de uma base fixa próxima para o envio de novas tropas. Contra os otomanos, Tamerlão viveu no final de seu reinado uma rivalidade com o sultão Bayezid I, que, assim como ele, declarava-se o maior defensor do Islão. Seu embate com o sultão otomano adiou em meio século a queda de Constantinopla, cercada por Bayazid de 1396 a 1402.
Datam de 1392 as campanhas timúridas de Fars, Mesopotâmia, Anatólia e Geórgia. Em 1393 Tamerlão entrou em Bagdad. Em 1394, temos a ofensiva de Tuqtamish no Cáucaso. Em 1395 Tamerlão esmagou Tuqtamish no rio Terek e devastou as cidades da Horda de Ouro, entre elas Ukek, Majar, Sarai e Astrakhan. Em 1398, invade o norte da Índia, saqueia Delhi. A campanha da Geórgia data de 1399, quando ataca os mamelucos. Data de 1400 a campanha da Mesopotâmia e Síria, a tomada de Alepo. Em 1401 vemos o saque e destruição de Bagdad e de Damasco. Em 1402 Tamerlão captura o sultão otomano Bayaceto I, em Âncara. O projecto de invasão da China, em 1404, acaba por não se realizar, pois morre em 1405. Havia começado a organizar uma expedição militar à China, governada pela Dinastia Ming. No caminho, seus generais aconselharam uma parada em Otrar, ainda em seu reino. Em 18 de Fevereiro, após três dias de bebedeira, Timur, velho e fraco, morreu.
Teve então início o sultanato de seu quarto filho, o xá Rukh, que governaria meio século um sultanato islâmico requintado e pacífico, com capital em Herat. A seguir, dá-se a fragmentação do Império pois o desaparecimento de Rukh provocará lutas ferozes pelo poder que aniquilariam Ulugh Beg e se concluiriam com o reinado estável do timúrita Abu Said em Khorasan e em Mawarannahr. Entre os descendentes da dinastia, conta-se Babur, o futuro conquistador da Índia.




 Fontes:

sábado, 5 de janeiro de 2013

Daniel Dafoe




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Daniel Defoe (Londres, 1660 – Londres, 21 de Abril de 1731) foi um escritor e jornalista inglês, famoso pelo seu livro Robinson Crusoe.
 
 
 
 
 
  
Nascido como Daniel Foe, provavelmente na paróquia de St.Giles Cripplegate, foi aluno de Charles Morton, cujo estilo, juntamente com aqueles de John Bunyan e da oratória da época, poderá tê-lo influenciado construtivamente. Depois de acabados os estudos, Defoe tornou-se comerciante, embora a sua tendência para a especulação não tenha favorecido essa carreira.
 
 
Bibliografia
 
 



 
Contudo, foi graças a Robinson Crusoe, de 1719, que ficou famoso. Os críticos consideram geralmente que a forma moderna do romance nasceu com esse texto narrativo, que, partindo das memórias de alguns viajantes, nomeadamente do marinheiro escocês Alexander Selkirk, configura um relato cuja verdade depende sobretudo da acumulação de pormenores concretos. Neste romance narra-se a história do único sobrevivente de um naufrágio que o isola numa ilha aparentemente deserta. Assim se figura o percurso de uma personagem que, tudo fazendo para conservar os valores da sua humanidade básica, afirmando-os sobre uma natureza hostil e frequentemente incompreensível, acaba por ser adaptada pela História das Ideias como um arquétipo dessa condição.

 

 
 
 
Em Moll Flanders de 1722, Daniel Defoe continuou a problematizar narrativamente os percursos de personagens solitárias e em crise. Uma outra obra significativa é A Journal of the Plague Year, também de 1722, na qual constrói um relato de uma epidemia de peste com admirável e original realismo.
 
 

 
 

 




Defoe escreveu panfletos famosos, muitos deles favoráveis a Guilherme III. Para além disso, fundou e incrementou o jornal periódico The Review quase sozinho, desenvolvendo um trabalho que viria a favorecer a afirmação dos famosos The Tatler e The Spectator.



 

Faleceu em 24 de abril de 1731.

 
 
Encontra-se sepultado em Bunhill Fields Burial Ground, Londres, Grande Londres na Inglaterra.



 
Fontes:
 
 
 
 
Esta pesquisa foi feita para um trabalho de Português.
 
Rafael Baptista
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Atlantis - A Cidade Perdida!



Atlântida ou Atlantis (em grego,Ἀτλαντίς - "filha de Atlas") é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".


Nos contos de Platão, Atlântida era uma potência naval localizada "na frente das Colunas de Hércules", que conquistou muitas partes da Europa Ocidental e África 9.000 anos antes da era de Solon, ou seja, aproximadamente 9600 a.e.C..
Após uma tentativa fracassada de invadir Atenas, Atlântida afundou no oceano"em um único dia e noite de infortúnio".

As colunas de Hércules

Estudiosos disputam se e como a história ou conto de Platão foi inspirada por antigas tradições. Alguns pesquisadores argumentam que Platão criou a história mediante memórias de eventos antigos como a erupção de Thera ou a guerra de Tróia, enquanto outros insistem que ele teve inspiração em acontecimentos contemporâneos, como a destruição de Helique em 373 a.e.C. ou a fracassada invasão ateniense da Sicília em 415 a.eC. - 413 a.e.C..

A possível existência de Atlântida foi discutida ativamente por toda a antiguidade clássica, mas é normalmente rejeitada e ocasionalmente parodiada por autores atuais. Alan Cameron afirma que:

"Só nos tempos modernos é que as pessoas começaram a levar 
a sério a história da Atlântida; ninguém o fez na Antiguidade". 



Embora pouco conhecida durante a Idade Média, a história da Atlântida foi redescoberta pelos Humanistas na Idade Moderna. A descrição de Platão inspirou trabalhos utópicos de vários escritores da Renascença, como Francis Bacon em "Nova Atlântida".


Atlântida ainda inspira a literatura  da ficção científica  e o cinema. Seu nome tornou-se uma referência para toda e qualquer suposição sobre avançadas civilizações pré-históricas perdidas.


A mais antiga menção conhecida sobre a Atlântida foi feita pelo filósofo grego Platão (428-347 a.e.C.) em dois dos seus diálogos (Timeu e Crítias). Platão conta-nos que Sólon, no curso das suas viagens pelo Egito, questiona um sacerdote que vivia em Sais, no delta do Nilo, e que este lhe fala de umas tradições ancestrais relacionadas com uma guerra perdida nos anais dos tempos entre os atenienses e o povo  atlante. Segundo o sacerdote, o povo de Atlantis viveria numa ilha localizada para além dos pilares de Heracles, onde o Mediterrâneo terminava e o Oceano começava. Quando os deuses helénicos partilharam a terra, conta o sacerdote, a cidade de Atenas ficou para a deusa Atena e Hefesto, mas Atlântida tornou-se parte do reino de Poseidon, deus dos mares.

Em Atlântida, nas montanhas ao centro da ilha, vivia uma jovem órfã de nome Clito. Conta a lenda que Poseidon ter-se-ia apaixonado por ela e, para poder coabitar com o objeto da sua paixão, teria erguido uma barreira constituída por uma série de muralhas de água e fossos aquíferos em volta da morada da sua amada. Desta maneira viveram por muitos anos, e desta relação nasceram cinco pares de gêmeos. O mais velho, o deus dos mares chamou Atlas. Após dividir a ilha em dez áreas circulares, o deus dos mares concedeu supremacia a Atlas, dedicando-lhe a montanha de onde Atlas espalhava o seu poder sobre o resto da ilha.
Atlântida submersa, em ilustração da obra Vinte Mil Léguas Submarinas.

Em cada um dos distritos (anéis terrestres ou cinturões), reinavam as monarquias de cada um dos descendentes dos filhos de Clito e Poseidon. Reuniam-se uma vez por ano no centro da ilha, onde o palácio central e o templo a Poseidon, com os seus muros cobertos de ouro, brilhavam ao sol. A reunião marcava o início de um festival cerimonioso em que cada um dos monarcas dispunha-se à caça de um touro. Uma vez o touro caçado, beberiam do seu sangue e comeriam da sua carne, enquanto sinceras críticas e cumprimentos eram trocados à luz do luar.

Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza vegetal e mineral. Não só era a ilha magnificamente prolífica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro, etc., como ainda de oricalco, um metal que brilhava como fogo.


Os reis de Atlântida construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os seus cinturões de terra, cada um protegido com muros revestidos de bronze no exterior e estanho pelo interior. Entre estes brilhavam edifícios construídos de pedras brancas, pretas e vermelhas.


Tanto a riqueza e a prosperidade do comércio, como a inexpugnável defesa das suas muralhas, se tornariam imagens de marca da ilha.

Pouco mais se sabe de Atlântida. Segundo Platão, foi destruída por um desastre natural (possivelmente um terremoto ou maremoto) cerca de 9000 anos antes da sua era.

Segundo Roger Paranhos, em seu livro Akhenaton - A revolução espiritual do antigo Egito  o continente de Atlântida foi destruído por um cometa. Talvez essa teoria possa ser corroborada pela hipótese do Cometa Clóvis, segundo a qual uma explosão aérea ou um impacto de um ou mais objetos do espaço sobre a Terra, ocorrido entre 12.900 e 10.900 anos atrás, desencadeou um período glacial conhecido por Dryas Recente e pode ter atingido o continente perdido e o submergido.


Teorias e hipóteses sobre sua existência

O tema Atlântida tem dado origem a diferentes interpretações, das céticas às mais fantasiosas. Segundo alguns autores mais céticos, tratar-se-ia de uma metáfora referente a uma catástrofe global (identificada, ou não, com o Dilúvio), que teria sido assimilada pelas tradições orais de diversos povos e configurada segundo suas particularidades culturais próprias. Consideram também que a narrativa se insere numa dada mitologia que pretendia explicar as transformações geográficas e geológicas devidas às transgressões marinhas.

Teoria platónica
Quadrilátero de Canais e a cidade em formato circular, descrição de Crítias.
De acordo com Platão, no livro Atlântida, esta cidade estaria além das colunas de Hércules (estreito de Gibraltar) próxima a uma região conhecida como Quadrilátero de Canais. Este Quadrilátero foi, assim, descrito por Crítias:

"Havia montanhas numerosas, próximas à planície da cidade, ricas em habitantes, rios, lagos, florestas em tão grandes números de essências, tão variadas que davam abundância de materiais próprios para todos os trabalhos possíveis. Ora, na planície, pela ação de muitos reis (…) construiu-se um Quadrilátero de lados quase retilíneos e alongados, onde os lados se afastavam em linha reta,(...) cavando-se o fosso contínuo que rodeava a planície. Quanto a profundidade, a largura e desenvolvimento desse canal é difícil de crer que a obra tenha saído das mãos humanas.(...) O fosso recebia os cursos d'água que desciam das montanhas, fazia a volta à cidade, e de lá, ia esvaziar-se no mar.(...) Para carregar a madeira das montanhas, para levar de barco outros produtos de estação, cavavam-se, a partir de canais, derivações navegáveis, de direção oblíqua uma em relação às outras e em relação à cidade." 

Teoria do antigo continente
Há ainda a versão, como a defendida pelo cientista brasileiro Arysio Nunes dos Santos, segundo a qual Atlântida seria nada mais do que o nome grego para uma civilização ancestral, que teria sido descrita com diferentes nomes nas mais diversas culturas. Para Arysio, a Atlântida supostamente real ficaria na Indonésia e diversos povos do mundo, como os gregos, egípcios, hindus e mesmo os índios tupis, seriam descendentes dos atlantes. Ainda, segundo essa teoria, diversas descobertas científicas como a criação do alfabeto, das culturas agrícolas, da pecuária e do cavalo, seriam tributárias dos atlantes.


Teoria de Tântalis

Alguns pesquisadores acreditam que a Atlântida, nome derivado do titã Atlas, é uma releitura grega da antiga cidade, também perdida, de Tântalis, nome derivado do rei de Sípilo, Tântalo. A lenda de Tântalo seria essencialmente a mesma de Tântlis, sendo Tântalo uma releitura lídia de Atlas. A Atlântida então, segundo essa versão, nada mais seria que a versão grega da antiga capital da Lídia, Tântalis, conhecida também como Sipylus, que se localizava nas terras de Arzawa, situada na costa ocidental da Anatólia. Segundo escritos antigos e autores clássicos, a cidade antiga de Tântalis sucumbiu, devido a um grande terremoto que despedaçou o monte Sipylus, afundando, após isso, nas águas que brotaram de Yarikkaya, uma ravina profunda, transformando-se no lago Saloe. Durante o século XX, o lago Saloe, último vestígio de Tântalis, foi esvaziado sem cerimônia para abrir mais espaço para a agricultura. 

Teoria da Antártida

Na década de 1960, o professor Charles Hapgood, tentando entender como ocorreram as eras glaciais, propôs a teoria de que o gelo que se acumula nas calotas polares provocaria um peso suficiente para que o polo terrestre se deslocasse sobre a superfície da Terra, carregando outro continente para o polo e causando uma era glacial nesse lugar. Segundo essa teoria, uma parte dos Estados Unidos já se teria tornado o polo norte e a Antártida já estaria localizada mais acima no Oceano Atlântico, entre a Argentina e a África. Se valendo dessa teoria, o polémico jornalista britânico Graham Hancock.



Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Atl%C3%A2ntida





segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ESTATUAS DA ANTIGA GRÉCIA
 
 
 
A Grécia é considerada como um dos grandes berços da civilização ocidental. Inúmeros monumentos construídos há séculos atrás contam não somente a história da Grécia como também da parte esquerda do globo. Conheça alguns monumentos gregos interessantes e esteja mais preparado para realizar a sua viagem. Colossus: Levantado no ano de 282 a.C. Levou quase doze anos para ser erguida por escravos. Ela fica na entrada do porto ateniense. Um forte terremoto atingiu est parte da cidade, destruindo parte do joelho que foi restaurado somente no primeiro século depois de Cristo.
 
Acrópole de Atenas: Local no qual os atenienses se reuniam para discutir problemas vividos pela cidade-estado. Na prática todas as grandes cidades da Grécia Antiga possuem as próprias acrópoles, sendo a de Atenas mais importante e que recebe maior número de visitação na atualidade. Templo de Zeus: Não há muita construção no que restou no tempo. Todavia as colunas permanecem de pé até os dias atuais
 
 
Arquitetura e escultura: as maiores expressões da arte grega eram os templos e as esculturas, todos com criatividade e perfeição invejáveis. A exaltação da beleza presente na reprodução da figura humana e a técnica perfeita das construções que não possuíam arcos ou abóbodas são lembrados até hoje.
A arquitetura grega era ainda definida em três estilos básicos: dórico, jônico e coríntio. Até hoje muitos pesquisadores se intrigam com a capacidade que esse povo tinha de construir teatros e templos que resistiam catástrofes e ainda se encontram de pé.
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Filosofia: a palavra filosofia tem origem grega e significa ” amor à sabedoria”. Os primeiros filósofos da humanidade, boa parte deles gregos, tinham um interesse especial pela natureza e pelo sentido da vida. Muitos anos depois eles passaram a se interessar pelos problemas sociais e pela política.
 
Foi a partir dos estudos e reflexões de grandes filósofos como Sócrates e seu discípulo Platão que boa parte do pensamento político, social e filosófico que conhecemos hoje.
 
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

JACK, O ESTRIPADOR
 
 
 
Obra diz que lendário assassino era Elizabeth Williams, que não podia ter filhos e era casada com ginecologista suspeito 
Da Sucursal de Londres
 
A notícia caiu como uma bomba no Palácio de Buckingham (*). Um livro recém-publicado defende que o lendário assassino Jack, o Estripador pode ter sido, na verdade, uma mulher.

A obra intitulada Jack The Ripper: The Hand Of A Woman (Jack, o Estripador: A Mão de Uma Mulher, em tradução literal), do autor John Morris, dá até um nome à mulher que estaria por trás dos hediondos crimes: Elizabeth Williams, a mulher de um médico chamado John Williams.
 
 ginecologista John Williams consta da lista dos mais suspeitos mencionados ao longo de anos como um dos supostos autores da série de crimes chocantes cometidos na região Leste de Londres no final do século XIX.

O "mistério" sobre a autoria dos crimes permanece até hoje, e há mais de cem anos circulam teorias sobre a identidade do assassino em série, algumas delas mais plausíveis do que outras.

Mas para Morris, um advogado aposentado do País de Gales (Grã-Bretanha), há muitas indicações de que Jack na realidade usava saias (seria um sambambino?) e não estava manifestando frustrações sexuais, mas sim uma vingança contra outras pessoas de seu sexo.
 
 
''Quando juntamos as várias pistas, que em princípio parecem não ter conexão com os diferentes crimes, elas sugerem que uma mulher poderia estar por trás dos assassinatos'', afirma Morris. Na opinião do autor, as provas foram ignoradas porque sempre se acreditou que os crimes eram obra de um homem.

Na visão de Morris, um elemento crucial é o fato de que Jack extraiu o útero de três de suas vítimas. Elizabeth Williams não podia ter filhos e supostamente estava presa a um casamento infeliz. O escritor acredita que isso pode ter feito com que ela tenha ficado louca e se voltado contra mulheres que, ao contrário dela, podiam ter filhos.

Um elemento que confirmaria essa hipótese é que as prostitutas que morreram nas mãos de Jack nunca foram agredidas sexualmente. Além disso, pedaços de uma capa e um chapéu femininos foram encontrados na chaminé da casa onde vivia Mary Jean Kelly, a última das vítimas de Jack, o Estripador. Mas nenhuma dessas peças pertencia à vítima.
 
 
Também acredita-se que Kelly teria tido um relacionamento com John Williams, o que teria levado o Estripador a escolhê-la como a última vítima de sua trajetória de crimes.

Entretanto, o documentário exibido pelo History Channel (assista ao vídeo abaixo) levanta suspeitas, em contrário, e de acordo com indícios da época deduz que, provavelmente, o mandante dos crimes fosse o próprio príncipe, que sofria de sífilis. E o executor, o seu médico. Faz sentido.
 
(*) O palácio de Buckingham é a residência oficial da rainha Isabel II e foi o primeiro palácio a abrir as suas portas ao público em 1993. Construído em 1702, foi a residência oficial da monarquia desde os tempos da rainha Victoria. Durante o verão, todos os anos os aposentos oficiais são abertos à visitação pública. Se você for a Londres durante essa estação do ano, aproveite para passar pelo palácio e ver os 19 aposentos exibidos durante a visita. Você certamente ficará maravilhado com a qualidade de sua grande coleção de pinturas. Essa coleção permanente agasalha quadros de artistas tão famosos como Rembrandt, Rubens, Canaletto, Vermeer e Poussin. Além disso, você também poderá ver a sala do trono e o salão de baile do palácio. Outro dos momentos mais esperados por quem visita o Palácio de Buckingham é o troca-troca da Guarda. Milhares de visitantes se aglomeram diante do palácio para ver os soldadinhos e ouvir a música. O processo consiste na troca de turno dos soldadinhos que guardam a entrada do palácio, a qual é acompanhada por uma bandinha de música que toca um variado repertório de marchinhas militares e também canções pop muito conhecidas do público com dois ou três neurônios em pleno funcionamento. A visita completa ao palácio inclui as Royal Mews (Cavalariças Reais), a estrebaria mais luxuosa de Londres (tão admirada por Eike Batista que possui uma réplica num de seus quartos), onde é possível apreciar uma coleção de carruagens reais e até mesmo a carruagem utilizada nas coroações.
 
 
fonte: